Caroline Lee foi baleada durante assalto em Higienópolis neste domingo.
Três homens foram presos e confessaram o crime, diz Polícia Civil.

entregar a bolsa (Foto: Kleber Tomaz/G1)
“Ela só não quis entregar a bolsa dela. O cara saiu com a arma e atirou nela. Falei para ela entregar a mochila, ela não quis e ficou segurando”, disse Nascimento durante o velório de Caroline no Cemitério Jardim Valle dos Reis, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
A estudante era velada no cemitério desde o domingo e deve ser enterrada ainda nesta segunda. A jovem era estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio São Luís, na região da Avenida Paulista. Jardel e Caroline namoravam há 1 ano e 2 meses. Segundo o professor de Kung Fu deles, Francisco Nobre, de 42 anos, o casal planejava montar uma academia para, no futuro, dar aulas de artes marciais.
A mãe de Caroline disse que ela era uma menina esforçada e estudiosa. A recepcionista Maria Lee, de 40 anos, contou que Caroline sempre tirou boas notas e, por isso, conseguiu uma bolsa de estudos no colégio. “Ela sempre tirou notas boas. Ela tinha vários planos: de fazer Fatec, corria atrás de curso de inglês. Ela fazia curso de violão, de karatê. De tudo isso, ela corria atrás, com o próprio esforço”, disse Maria Lee.
Crime
Por volta das 2h deste domingo, Caroline tinha deixado a festa de uma amiga de infância, na região da Rua Augusta, na companhia do namorado. De acordo com a Polícia Civil, o jovem disse que eles foram abordados por dois criminosos armados ao passar pela Rua Sabará. Segundo o depoimento, eles entregaram mochila e celulares, mas, mesmo assim, um dos ladrões atirou duas vezes contra a adolescente.

filha (Foto: Letícia Macedo / G1)
Segundo Adalberto Henrique Barbosa, delegado da 2º Delegacia Seccional Sul, durante o interrogatório dos criminosos, o suspeito de ter atirado na estudante respondeu “é o que acontece com quem reage” ao ser indagado por um jornalista se estava arrependido.
“O delegado falou que o homem [que atirou] tem sangue frio. Eu quero que eles fiquem 40 anos na cadeia”, afirmou a mãe, que estava sob efeito de traquilizantes.
A adolescente que perdeu o pai, vítima de um câncer, há 6 anos, morava com a mãe e um irmão, de 17 anos, em uma apartamento na região da Bela Vista. “O menino ficou em casa, em estado de choque e vai me dando força aos poucos.”
Revoltada, a mãe pede justiça. “Esse mundo tem que mudar. São muitas pessoas morrendo. Como uma mãe que perde a única filha por causa de um celular, de uma máquina, que um bandido vem, chega na esquina e troca por R$ 10 ou por maconha. Para quê [matar]?”, indagou.

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