22 de novembro de 2011

Justiça ouve hoje acusados da morte de Louise Maeda; 32 testemunhas vão depor

Acontece hoje (22), a partir das 13h15, no Tribunal do Júri, em Curitiba, a 1ª audiência de instrução e julgamento do processo que investiga a morte da  universitária Louise Sayuri Maeda, em maio deste ano. Pela primeira vez,  a juíza Cristine Lopes, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri vai ouvir dois dos três acusados do assassinato: os réus Elvis de Souza, de 20 anos, e Márcia do Nascimento, de 21 anos, além das testemunhas arroladas pela defesa e pelo Ministério Público (MP). A terceira ré, Fabiana Perpétua de Oliveira, de 20 anos, nãos era ouvida hoje porque seus advogados solicitaram um exame de sanidade mental e, em razão disso, o processo foi desmembrado.
Além dos réus, a juíza vai ouvir hoje sete testemunhas arroladas pela defesa de Marcia, 13 pela defesa de Elvis e outras 12 arroladas pelo Ministério Público.
Apesar do grande número de depoimentos, o advogado Gianfranco Petruzziello, assistente de acusação do MP, acredita que a juíza deve se pronunciar ainda nesta terça-feira. “A juíza deve divulgar ainda hoje a sua sentença de pronúncia, o que autoriza os réus a irem a júri popular. Não há dúvida sobre a autoria doc rime e nem sobre a materialidade já que o corpo de Louise foi encontrado. O ponto chave na audiência de hoje é levantar evidências da real motivação do crime e a maneira que os réus arquitetaram e praticaram o assassinato”, revela o advogado.
Uma das possibilidades para a motivação da morte de Louise seria a descoberta por ela, que era gerente, de um eventual desvio de dinheiro do caixa da loja que Marcia e Fabiana trabalhavam. “Mas esta hipótese ainda não está comprovada.
Além disso, os réus tentam minimizar suas responsabilidades. O Elvis diz que atirou junto com Marcia. Já a Marcia fala que não atirou e a Fabiana alega que só entrou no carro usado para levar Louise até o local em que seria morta”, explica Petruzziello.
Marcia e Elvis estão sendo acusados de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver: teve motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e foi cometido para assegurar que outro crime (os furtos) ficasse impune. Os dois estão presos desde junho, assim com a Fabiana.
De acordo com o inquérito do caso, o crime foi motivado por vingança e razão da universitária ter denunciado furtos que vinham ocorrendo no caixa da iogurteria onde trabalhava. O crime ocorreu em 31 de maio deste ano, por volta das 23h57, em uma ponte sobre o Rio Iguaçu, situada na Rua Pellanda, Bairro Campo do Santana, em Curitiba. Louise recebeu dois tiros, e, logo em seguida, seu corpo foi arremessado do alto da ponte.

O crime
Louise e Fabiana deixaram juntas o Shopping Mueller, no dia 31 de maio, onde trabalhavam em uma iogurteria. Segundo a polícia, Márcia teria convencido Fabiana a convidar a vítima para ir a um barzinho. Elas entraram em um carro onde Marcia e Elvis as esperavam.
Os quatro jovens seguiram até o bairro de Campo de Santana. Lá Márcia simulou passar mal. Quando Louise saiu do carro para ver o que acontecia, foi arrastada para um ponto isolado onde foi executada a tiros. O corpo foi encontrado no dia 17 de junho em uma cava do Rio Iguaçu, em Curitiba. No dia seguinte, Marcia e Fabiana foram presas. Dois dias depois, Elvis se entregou à polícia.banda b

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