Elas não jogam lixo no chão, não poluem as areias, mas sofrem com a sujeira que as pessoas estão deixando nas praias de Alagoas.

No litoral de Alagoas, o lixo produzido pelo homem tem se tornado um risco à vida das tartarugas marinhas. Até mesmo teclas de computador são encontradas no estômago dos animais.
"Eles ingerem plástico. Dá a sensação que o estômago está cheio. Então, eles param de se alimentar e esse plástico não é digerido. Então, muitos desses animais acabam vindo a falecer", explica a bióloga Aliete Bezerra.
No sul de Alagoas, o projeto Tamar monitora 23 quilômetros todos os dias, até o estado de Sergipe. Nos primeiros metros, um flagrante.
Antes fosse uma triste coincidência, mas de março do ano passado a setembro deste ano, os técnicos do programa encontraram 533 carcaças como esta só no Pontal do Peba. É a região do litoral nordestino onde eles mais encontram tartarugas mortas.
Na praia, outra armadilha: uma tartaruga que vai ser solta enfrenta mais um obstáculo na luta pela sobrevivência. Para tentar mudar esta realidade, outra organização trata animais vítimas de redes de pesca e de resíduos, mas se a população não se conscientizar, é provável que outros animais não tenham a mesma chance de voltar à liberdade.g1
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