A morte do menor D.A.M.M., 2, na noite da segunda-feira, 04, no Conjunto Virgem dos Pobres III, na localidade conhecida por “Valetão”, no bairro do Trapiche da Barra, Região Sul de Maceió, revoltou a população do bairro.
A criança foi deixada na manhã da segunda, em casa, na companhia dos dois irmãos, de 11 e 13 anos. O pintor Daniel Lealdo Melo, que mora sozinho com as crianças, é separado da mãe dos dois maiores - Maria Cristiana dos Santos Miranda, 29 - que seria usuária de drogas e abandou o lar para se entregar as drogas. Daniel é pai apenas da criança morta e ainda assim “assumiu” a guarda de todos.
À noite, ao chegar de mais um dia de trabalho, o pintor teria se deparado com um quadro que nunca vai esquecer. Seu filho agonizava no chão da humilde residência. Os outros dois irmãos – em choque – alegaram que não sabiam o que tinha acontecido.
Os gritos de socorro alertaram os vizinhos que foram até a casa de Daniel e ao entrarem no imóvel deram flagraram a cena de desespero. O pai colocou o filho em sua motocicleta e o levou até o Hospital Geral do Estado (HGE), aonde já chegou desfalecido. A versão de alguns vizinhos é que a criança já estava com o corpo em estado de rigidez e que já saiu da casa morta.
Daniel e os dois filhos foram levados para a Central de Polícia, onde foram ouvidos delegado Odenberg Paranhos, que estava de plantão. O menor de 13 anos detalhou que estava “brincando” de luta com o irmão de 11 quando D.A.M.M. entrou na brincadeira e terminou sendo atingido.
O delegado explicou ainda que os menores são aficionados por luta e sempre treinavam em casa, tendo a participação da criança. Daniel Lealdo deve responder pela morte do próprio filho cuja investigação será de responsabilidade da delegada Bárbara Arraes, da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente.
Na manhã desta terça-feira, 05, na localidade onde aconteceu a tragédia, o clima era de hostilidade. Alguns moradores do “Valetão” ameaçam matar a mãe da criança acusada de ser a pivô de todo o caso. Mesmo sabendo da morte do filho, Maria Cristiana, não foi ao Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, onde parentes dela e de Daniel permaneceram durante várias horas. A irmã dela, a dona de casa Maria das Dores dos Santos foi até a casa onde aconteceu a morte do sobrinho.
São as declarações dos vizinhos que mais chamam a atenção. Eles alegam que Daniel sempre chegava bêbado em casa e que até alguns dias atrás ele deixava as crianças na casa de uma vizinha, mas sem conseguir dinheiro para pagar a mulher decidiu deixa-las sozinhas no imóvel.
Daniel Lealdo deve responder pela morte do próprio filho cuja investigação será de responsabilidade da delegada Bárbara Arraes, da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente.(fonte universodamorte)



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