
O Paulistão, por mais renegado que seja por alguns, era perseguido por Tite havia quase dez anos. Desde 2004, mais precisamente, quando foi demitido do São Caetano – o Azulão, sob o comando do agora santista Muricy Ramalho, seria campeão estadual em seguida. De lá para cá, Tite foi campeão de quase tudo. Teve Sul-Americana, Brasileiro, Libertadores, Mundial, mas não aquele que é considerado o principal estadual do país. O título, portanto, coroa a invejável galeria do treinador.
Mais do que isso: ajuda a diminuir a dor da eliminação precoce da Libertadores da América, na última quarta-feira, ainda nas oitavas de final, para o tradicional Boca Juniors. Dá à fiel torcida, que tanto apoiou após a queda para os argentinos, um motivo para fechar em grande estilo uma semana que poderia ser das mais tristes. Saco de pancadas das brincadeiras dos rivais nos últimos quatro dias, o Timão volta a ser Todo Poderoso no estado.
Durante a semana, vários assuntos esquentaram o clássico: a iminente saída de Neymar, a eliminação precoce do Corinthians na Libertadores, com direito a erros da arbitragem, e a troca do juiz da final - Rodrigo Braghetto, sacado porque sua empresa presta serviços ao Timão, deu lugar a Guilherme Ceretta de Lima. A maior expectativa, porém, era sobre Neymar.
O santista, se está mesmo de despedida, queria coroar isso com um título. Mas em sua quinta final seguida de Campeonato Paulista, ele não conseguiu brilhar. A fragilidade do Santos o deixou praticamente sozinho nessa batalha. E o tão sonhado tetra inédito do Peixe não veio. Fica a missão para o time da Baixada de encontrar um substituto para o seu craque. Seja para agora ou para depois.
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