6 de dezembro de 2011

Sem emprego, mulher 'mora' há três semanas em ponto de ônibus, em MS

Fátima Aparecida Rosa diz que é chefe de cozinha e veio do Rio de Janeiro.
Com problemas de saúde, mulher depende de doações para se manter.

Fátima Aparecida Duarte mora em ponto de ônibus ao lado de posto de saúde (Foto: Felipe Bastos/G1 MS)Fátima Aparecida Duarte mora em ponto de ônibus ao lado de posto de saúde (Foto: Felipe Bastos/G1 MS)
Uma mulher de 41 anos está vivendo há cerca de três semanas em um ponto de ônibus, ao lado de um posto de saúde, em Campo Grande. A mulher, que tem um sério problema de vascularização nas pernas, sobrevive com doações.
Fátima Aparecida Rosa contou ao G1 que nasceu no Rio de Janeiro e que é chefe de cozinha. Ela diz que, durante uma visita à sua família em Belo Horizonte, recebeu uma proposta para trabalhar em um buffett em Campo Grande. Após aceitar o convite, viajou para a cidade em fevereiro de 2010 e passou a morar na casa dos patrões.
Fátima explica que, por conta do forte calor, seu problema de saúde passou a piorar, e que foi internada algumas vezes. A última internação foi em agosto, e ela teve alta somente no início de novembro. Mas, quando saiu do hospital, descobriu que a empresa em que trabalhava havia fechado e que seus patrões já estavam em São Paulo, organizando a mudança. Após isso, passou a morar no ponto de ônibus.
“Consegui falar uma vez com meu ex-patrão, ele me disse que um pastor amigo da família iria vir me buscar e me ajudar, mas até hoje nada. Minhas roupas ainda estão na casa onde eu morava. Tenho até umas economias guardadas com eles, mas não consigo resolver isso”, diz.
Fátima afirma que a família, que mora em Belo Horizonte, não tem condições de ajudá-la e que nem sabem de sua situação. Conta ainda que já passou por alguns problemas nos hospitais por onde passou. “Falaram que tenho problema psicológico. Nunca tomei nenhum remédio controlado”, diz.
Aflita, a chefe de cozinha diz que não pode continuar vivendo em condições subumanas, passando fome e frio. “Foram as piores semanas da minha vida. Um inferno. Cheguei a ficar três dias sem comer, só tomando água. Dormi molhada, passei frio. Me sinto marginalizada, discriminada. Desde ontem não como nada”.fonte g1

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