Bancário ficou 30 minutos parado ao lado de barreira, na Estação da Luz.
Segundo ele, incidente ocorreu na sexta-feira por erro do condutor do trem.

lado de barreira (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
Procurada, a assessoria do Metrô não havia retornado o pedido de resposta enviado pelo G1 até as 6h30 desta quarta-feira (28).
Como faz todas as semanas, o bancário e estudante Bruno Vilela voltava da faculdade onde cursa ciências contábeis, em Santana, na Zona Norte, e parou na Luz para pegar uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “Desci de costas, porque o degrau do trem era alto e, quando faço assim, o impacto é menor. O problema é que o maquinista parou um pouco mais para frente”, disse nesta terça (27).
Quando percebeu, o jovem viu que estava na lateral do direcionador de fluxo - a barreira metálica usada para organizar a entrada dos passageiros nas estações mais movimentadas. “Quando me virei para voltar, a porta foi fechada”, contou.
Impossibilitado de se mover pela proximidade com o vão dos trilhos, ele pediu ajuda para outros passageiros, que acionaram funcionários do Metrô. Enquanto o auxílio não chegava, Vilela aguardava, ansioso, por outro equívoco. “Mas os outros maquinistas nunca paravam no lugar errado. Não conseguiam acertar o erro”, disse.
Entre as 22h30 e as 23h daquele dia, o jovem, cansado, viu ao menos dez trens passarem. “Não sabia se ria ou se chorava. Era uma situação tragicômica. Pedi para outro passageiro tirar foto, postei no Facebook e pedi para que as pessoas compartilhassem.”
Um dos funcionários destacados para ajudá-lo decidiu entrar em contato via rádio com o condutor de uma composição que, finalmente, conseguiu parar com a porta de um dos vagões em frente a Vilela. Ele entrou no vagão e o trem avançou alguns metros, até o ponto correto, onde desembarcou. De lá, seguiu viagem pela CPTM até o Jaraguá, bairro da Zona Norte onde mora.
Questionado, o bancário disse que, no geral, os serviços no Metrô e na CPTM são bons. “O problema maior é o maquinista não ter ideia do que pode acontecer [quando para fora do lugar]. Podia ser um cego, outro cadeirante. Tudo bem parar errado, o problema é abrir a porta depois.” De agora em diante, ele disse que irá redobrar a atenção ao descer nas estações.fonte g1
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