A polícia já tem a principal suspeita de ter cometido um bárbaro crime que chocou a população de Curitiba, no dia 12 de março de 2011, quando um recém-nascido foi encontrado morto em uma lixeira instalada no banheiro feminino do Posto de Saúde do bairro Fazendinha. Segundo o investigador Carlos Henrique, da Delegacia de Homicídios, a própria mãe teria matado o bebê.
"Por volta das 13h deste dia uma mãe deu a luz no banheiro sem ninguém perceber e acabou asfixiando a criança com papel higiênico para que não tivesse barulho. Ainda não sabemos quem é a mãe e estamos apelando à rádio Banda B para pedir ajuda com informações sobre a responsável pelo crime”, disse o investigador.
Ainda segundo Carlos Henrique, imagens das câmeras de segurança do Terminal Fazendinha serão requisitadas para ajudar nas investigações, uma vez que no dia da morte do bebê, uma senhora foi vista passando mal no local. “O ato foi uma barbaridade, a criança tinha nove meses e a gestação estava correta, foi um absurdo e precisamos da ajuda da população em mais este caso”, descreveu.
Um detalhe neste crime é que, como a mãe deu a luz sozinha no banheiro, não está descartada a hipótese de que estivesse em estado puerperal, que é o período que vai do deslocamento e expulsão da placenta à volta do organismo materno às condições anteriores à gravidez. Isso acarreta mudanças no estado psíquico da gestante, que em alguns casos é usado como defesa para o crime de assassinato de recém-nascidos, embora seja necessária uma averiguação de se realmente este estado acarretou mudanças nas atitudes da mãe.
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